Os desafios da educação em um mundo 4.0

Estar por dez anos no mundo corporativo me fez refletir com cada vez mais frequência sobre como a educação pública pode preparar os jovens para um mundo com inteligência artificial, internet das coisas e big data.

Esse é o primeiro mês de um ano eleitoral e encontraremos muitos candidatos que levantarão a bandeira da educação em suas campanhas. Mas, o que vemos é que a educação ainda não é prioridade na agenda política brasileira e ainda não temos um sistema educacional que prepara os jovens para lidar com os desafios de um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Não há como discutir sobre a construção de uma vida plena, digna e produtiva para nossos jovens sem falarmos sobre a nossa dificuldade em oferecer uma educação básica conectada aos desafios de um mundo 4.0. A educação pública de qualidade é a base para o desenvolvimento econômico sustentável e para profundas, e necessárias, transformações sociais.

Assim, precisamos considerar que a velocidade das mudanças advindas da transformação digital produzirá desigualdades sociais ainda mais profundas se não começarmos a construir políticas públicas na educação que sejam capazes de desenvolver competências socioemocionais, gerar engajamento político e estimular novas formas de aprendizagem.

Em outras palavras, podemos colapsar como sociedade se não estivermos preparados para lidar com a influência que as disrupções tecnológicas exercem na desigualdade no mundo.

Dentro desse contexto, precisamos considerar que 27% dos empregos na América Latina são intensivos em tarefas rotineiras, segundo a Accenture Research. Além disso, dados da Universidade de Oxford, na Inglaterra, trazem a previsão de que 2 bilhões de empregos serão extintos em todo o planeta em 11 anos.

Preparar nossos estudantes para que sejam protagonistas dentro desse contexto é nossa obrigação e não temos mais tempo. Precisamos repensar o sistema de ensino, propiciando uma educação emancipatória e conectada com as inovações. Ou faremos isso ou seremos atropelados por uma das faces cruéis da transformação digital.

Publicado por por Amanda Brito

Administradora e Especialista em Gestão Empresarial e em Educação, atua há mais de dez anos conduzindo processos de Gestão Estratégica de Pessoas, Gestão de Carreira e Desenvolvimento Humano, além de já ter coordenado grupos de trabalho sobre Equidade em ambientes corporativos. Apaixonada por transformação de pessoas, possui formação em Coaching Executivo e Life Coaching, em curso credenciado pelo ICF, e em Practitioner em PNL. Também ministra palestras e tem experiência facilitando processos em Grupos. Baiana radicada no Rio, e viajante nas horas vagas, seus pés não sabem andar nem ficar quietos.

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